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segunda-feira, 12 de maio de 2014

Entropia - Breve histórico sobre a era do excesso de informação

De todas as manchetes que você “vê” por dia, quantas você “lê” na íntegra? E dessas informações lidas, quantas você de fato assimilou e é capaz de reproduzir com precisão, sem o auxílio da fonte?

Com a internet muitos de nós conseguimos acessar notícias que antes, talvez, nem chegavam à nossa ciência. E mais ainda, nos é permitido redigir-las, divulgar-las e “compartilhar-las”. Com isso o fluxo e produção de informação cresceu muito. Em ritmo frenético, numa velocidade máxima.

Sejam relevantes ou não, o fato é que damos várias “olhadinhas” nos acontecimentos destacados pela mídia digital. E quando vê, aquilo que deveria ser importante de ser lembrado acaba sendo substituído por algo não tão importante assim.

O famoso cientista que apontou o relativismo, Albert Einstein, fundamentou toda possibilidade de realidade e existência no princípio da incerteza, ou seja, a Entropia. Na matemática, se diz Entropia, quando a probabilidade da incerteza, acaba sendo maior do que a possibilidade de certeza e exatidão. Entropia seria a medida da energia que “se perde” da totalidade, e no caso da informação, seria a “mensagem” que se perde no momento em que se passa do veículo de comunicação, sofrendo ruídos até chegar ao receptor da informação.

Tudo isso para dizer, que uma notícia acaba tendo maior relevância quanto maior for o seu grau de aleatoriedade ou imprevisibilidade, já que a imprecisão, e a incerteza, agregam mais interesse em saber aquilo que se está por saber. Complexo, não é? Mas é simples de observar.

Formulando um exemplo: se cada vez que você atualizasse seu status no facebook, você desse informações completas, de como você está se sentindo, onde você tem frequentado, e com quem você tem andado, ultrapassando mais de 5.000 carácteres para se expressar, é bem provável, de que primeiro, poucas pessoas se interessariam de ler sua mensagem completamente, e se caso lesse, pouco guardariam das informações prestadas. Agora, se você se expressasse em 140 carácteres, deixando muitas informações de fora, muitas pessoas se interessariam em saber mais sobre você.

São tempos de abundância da informação, como já mencionei no começo do texto, mas serão tempos de grandes memórias? Deixo a provocação, querendo saber se você se lembra, do que leu antes desse artigo.


Referências:

http://w3.ualg.pt/~sjesus/aulas/fdt/node33.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Entropia_da_informa%C3%A7%C3%A3o
www.ib.usp.br/~rpavao/Teoria_da_Informacao.pdf
http://ivancarlo.blogspot.com.br/2011/08/entropia-e-tendencia-ao-caos.html




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