O que a internet e o
jornalismo tem (no seu fundamento) em comum? Atrevo-me sugerir uma
resposta: ambas são poderosas ferramentas na busca e difusão de
informação e conhecimento. Ambas, também, tiveram, e ainda tem uma
série de profissionais comprometidos manutenção do pilar
democrático da liberdade de expressão, e o direito de saber a
verdade.
As águas do mar
cibernético são turvas, e sabemos que nem todxs que por lá navegam
estão preocupados e comprometidos com tais princípios democráticos.
Assim que diariamente são “avistados” casos de aliciamento,
produção e difusão em larga escala de imagens de abuso sexual de
crianças e adolescentes, racismo, neonazismo, intolerância
religiosa, homofobia, apologia e incitação a crimes contra a vida e
maus tratos contra animais.
E apesar da Internet
no Brasil ter um percentual de 42% da população de usuários da
rede, segundo dados da Organização Safernet, o número de denúncias contra a violações dos direitos
humanos, no ano de 2013, não chegaram ao número de 2000 denúncias.
Será que tudo está em paz, ou deixamos de ter uma polícia militar, que só
no Rio de Janeiro, é responsável por 10% dos homicídios da cidade?
E esse é só um caso de violação, que não é muito abordado e
difundido.
Você já se perguntou o quanto de informação
“oficial” não chega até você? Mesmo sabendo que essa
informação pode influenciar completamente em nossas vidas? Em 2006
vai ao ar o WikiLeaks, um site de informações que iriam mudar os
rumos não só do jornalismo de investigação, mas como enxergamos
os poderes de Estado e de interesse privado. Documentos, fotos e
informações confidenciais foram sendo publicadas, e todas com o
único e exclusivo interesse em deixar as pessoas à par de
injustiças cometidas com populações inocentes. Em outras palavras,
em prol do direito em saber a verdade.
Tudo isso parece um
pouco o roteiro do filme Matrix, mas o virtual tomou dimensões reais
dentro das fronteiras legais de cada nação. Hoje, Julian Assange,
editor chefe do WikiLeaks, está preso na Inglaterra, há mais de 3
anos, aguardando julgamento do Estado Monárquico Inglês sobre a
divulgação “não-autorizada” de documentos oficiais.
Será que a
liberdade de expressão, inclusive de informações, segue abaixo da
censura interessada na máxima “saber é poder”? E assim,
entendendo que poder em muitas mãos pode ser perigoso, resolve
tomá-lo para si.
Julian Assange,
Mumia-Abu-Jamal, e tantos outros jornalistas são mártires
comprometidos em zelar dignidade e a liberdade humana, a qual, ao
contrário do que o consumo nos vende, é impossível se baseada em
mentiras.
E só para não esquecer, não se omita ao ver na internet qualquer conteúdo que viole os direitos humanos, se informe e denúncie!

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