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segunda-feira, 30 de junho de 2014

Comunicação e Direitos Humanos nas Redes Digitais de Informação

O que a internet e o jornalismo tem (no seu fundamento) em comum? Atrevo-me sugerir uma resposta: ambas são poderosas ferramentas na busca e difusão de informação e conhecimento. Ambas, também, tiveram, e ainda tem uma série de profissionais comprometidos manutenção do pilar democrático da liberdade de expressão, e o direito de saber a verdade.

As águas do mar cibernético são turvas, e sabemos que nem todxs que por lá navegam estão preocupados e comprometidos com tais princípios democráticos. Assim que diariamente são “avistados” casos de aliciamento, produção e difusão em larga escala de imagens de abuso sexual de crianças e adolescentes, racismo, neonazismo, intolerância religiosa, homofobia, apologia e incitação a crimes contra a vida e maus tratos contra animais.

E apesar da Internet no Brasil ter um percentual de 42% da população de usuários da rede, segundo dados da Organização Safernet, o número de denúncias contra a violações dos direitos humanos, no ano de 2013, não chegaram ao número de 2000 denúncias. Será que tudo está em paz, ou deixamos de ter uma polícia militar, que só no Rio de Janeiro, é responsável por 10% dos homicídios da cidade? E esse é só um caso de violação, que não é muito abordado e difundido.


Você já se perguntou o quanto de informação “oficial” não chega até você? Mesmo sabendo que essa informação pode influenciar completamente em nossas vidas? Em 2006 vai ao ar o WikiLeaks, um site de informações que iriam mudar os rumos não só do jornalismo de investigação, mas como enxergamos os poderes de Estado e de interesse privado. Documentos, fotos e informações confidenciais foram sendo publicadas, e todas com o único e exclusivo interesse em deixar as pessoas à par de injustiças cometidas com populações inocentes. Em outras palavras, em prol do direito em saber a verdade.


Tudo isso parece um pouco o roteiro do filme Matrix, mas o virtual tomou dimensões reais dentro das fronteiras legais de cada nação. Hoje, Julian Assange, editor chefe do WikiLeaks, está preso na Inglaterra, há mais de 3 anos, aguardando julgamento do Estado Monárquico Inglês sobre a divulgação “não-autorizada” de documentos oficiais.

Será que a liberdade de expressão, inclusive de informações, segue abaixo da censura interessada na máxima “saber é poder”? E assim, entendendo que poder em muitas mãos pode ser perigoso, resolve tomá-lo para si.


Julian Assange, Mumia-Abu-Jamal, e tantos outros jornalistas são mártires comprometidos em zelar dignidade e a liberdade humana, a qual, ao contrário do que o consumo nos vende, é impossível se baseada em mentiras.

E só para não esquecer, não se omita ao ver na internet qualquer conteúdo que viole os direitos humanos, se informe e denúncie!